Sobre relacionamentos e mudanças

Um dos maiores motivos que nos levaram a criar a ALMA Equus foi para poder melhorar os relacionamentos humanos. É um tema central nosso. Tanto que fizemos em junho de 2019 uma Vivência sobre isso.





Convidamos a Wanessa Moreira para dar uma palestra e eu apostava que seria um sucesso com turma lotada. Em muitos aspectos foi um sucesso, mas a turma não lotou, ficou pela metade. Eu me perguntava: onde está aquela mulherada com dificuldade em relacionamentos amorosos que não acha “o cara certo”? Aquela gente toda (me incluo ainda nessa gente) que reclama das dificuldades dos relacionamentos no trabalho, na família, no condomínio em que vive?


Algumas semanas depois, encafifada ainda com a questão, conversando com o Tiago, me veio uma obviedade: é comum que muitas pessoas culpem os outros pelo relacionamento que julgam estar mal. É mais fácil ver o que o outro poderia mudar para me agradar acreditando que eu tenho a resposta para que o relacionamento flua do jeito que eu acredito ser o melhor do que assumir o que sou, o que quero e ver o que eu posso fazer para contribuir para a relação ficar harmônica. Fiquei me divertindo imaginando como algumas pessoas podem ter inconscientemente interpretado: “não preciso disso, afinal errados estão os outros!” ou algo assim.


Eu acreditei durante muito tempo que somente a conversa, o diálogo é que curaria as relações. Que eu deveria apontar os “erros” dos outros e apontar os meus também. Faz um tempo que vejo que primeiro a conversa é interna, é entender o que está por trás das minhas ações: é um desejo de “salvar” alguém? É um desejo de estar certa? É que o outro peça desculpas?


Na minha jornada de autoconhecimento, vejo que resolvo muitas questões de relacionamento sem precisar conversar com as pessoas envolvidas apenas por levantar o véu do ego, das vaidades, do medo, aceitando e percebendo o que está por trás disso tudo. É um caminho libertador pois assim também começo novos relacionamentos com mais clareza e menos propensos a se complicarem.


Naquele dia da Vivência, os relatos e as expressões corporais das pessoas após o trabalho com os cavalos delatavam a alegria de quem encontrou dentro de si uma luz para se libertarem de velhas idéias pré concebidas que os fazia ter dificuldades também nos seus relacionamentos. Essa “luz” nunca aponta para o erro dos outros, mas sim para os recursos de transformação que já existem dentro de nós.


Recomendo que, numa próxima, se ainda achar que não é para você, enviem-nos “os outros” por favor! ;)

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